terça-feira, 22 de junho de 2010

VIII Encontro - Pró-Letramento- Morada Nova



Filme: O Leitor

SINOPSE
A sociedade acredita que é guiada pela moralidade mas isto não é verdade. O premiado diretor de As Horas, Stephen Daldry, mostra novamente toda sua força nesta história de medos e segredos escondidos pelo tempo. Hanna (Kate Winslet) foi uma mulher solitária durante grande parte da vida. Quando se envolve amorosamente com o adolescente Michael (Ralph Finnes)não imagina que um caso de verão irá marcar suas vidas para sempre. Livro com sucesso mundial de vendas, O Leitor é a uma história que nos levará a questionar todas as nossas mais profundas verdades

O grupo de professores foi levado à Escola Judith Gomes Leitão para assistir o filme O Leitor e posterior análise.

V Encontro - Pró-Letramento - Morada Nova

quinta-feira, 17 de junho de 2010

III e IV Encontro - INSTRUMENTOS DE REGISTRO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

INSTRUMENTOS DE REGISTRO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E PROCESSUAL

Dá-se a partir da coleta de dados relevantes, por meio de INSTRUMENTOS que expressem o estado de aprendizagem dos alunos e as capacidades que se pretende alcançar.


INSTRUMENTOS SUGERIDOS

1. OBSERVAÇÃO E REGISTRO

São procedimentos FUNDAMENTAIS ao logo do processo de aprendizagem. Devem ser efetivados do início ao fim do período letivo.

Formas de registro:

§Fotos;
§Gravações em áudio e vídeo;
§Fichas descritivas;
§Relatórios individuais;
§Cadernos ou diários de campo e outros

O registro deve contemplar:


- A identificação da escola, do aluno e da turma, do professor, do período;

- Os objetivos do trabalho no período em foco;

- Os conteúdos trabalhados no mesmo período;

- As atividades e projetos desenvolvidos;

- Observações sobre o desenvolvimento da turma e do aluno especificamente.

- Sugestões de linhas de ação.



2. Provas operatórias

São instrumentos que dão ao professor a oportunidade de visualizar as operações mentais em que os alunos estão envolvidos.

Seus focos são as representações, os conceitos, os conhecimentos, as capacidades ou estratégias de pensamentos em geral.


São exemplos de provas operatórias:

- Levantamento de hipóteses;

- Exploração de conhecimentos prévios;

- Análises;

- Aplicação a novas situações, etc.

3. Auto-avaliação

A principal finalidade da auto-avaliação é a TOMADA DE CONSCIÊNCIA, PELO ALUNO, de suas capacidades e dificuldades, de modo a reestruturar estratégias, atitudes e formas de estudo.


Podem ser registros de auto-avaliação:

- Respostas orais;

- Debates;

- Elaboração de desenhos;

- Textos individuais ou coletivos;

- Análise comparativa de atividades desenvolvidas pelo aluno em períodos diferenciados e outros

4. Portfólio

Organização e arquivo de registros das aprendizagens dos alunos, selecionados por eles próprios sob a orientação do professor, com a intenção de fornecer uma síntese de seu percurso de aprendizagem.


A forma dicionarizada desta palavra é “porta-fólio” = pasta ou álbum para guardar folhas de papel, com desenhos, imagens, produções de um artista ou autor.

O maior sentido do uso desse instrumento seria o registro acumulativo e progressivo de dados pertinentes às aprendizagens, em torno de duas direções que o aluno se coloca: O QUE APRENDI? DE QUE FORMA APRENDI?


• Revisão dos Eixos Necessários à Aquisição da Língua Escrita em slides.

Pauta do II Encontro

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARABÁ
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE ENSINO
DEPARTAMENTO DE PROGRAMAS E PROJETOS

2º- encontro do Pró-letramento
Data: 03/11/2009
Locais: E.M.E.F.José Mendonça Vergolino e Dr. Paulo Umbelino
Público alvo: Professores de 1º a 5º ano da rede
Formadoras: Maria Joaquina, Elis Jane, Taciana, Eliz Sampaio, Jaciele, Kênia
MANHÃ
08 h às 08h20min
- Leitura compartilhada ou dinâmica
08h20min às 9h
- Pensando junto – socialização das atividades e estudo
09 h às 09h40min
- Revisão dos Eixos Necessários à Aquisição da Língua Escrita em slides.
09h40min às 10h55min
Intervalo
10h55min as 11h05min
Análise das atividades relacionadas aos eixos.
11h05min às 11h35min
Socialização das atividades e considerações do tutor.
11h35min as 12h00min
Avaliação de desempenho dos formadores.
TARDE
14h às 14h25min
Introdução do fascículo avaliação
14h25min às 14h40min
Apresentação dos instrumentos
14h40min às 15h30min
Análise dos instrumentos de avaliação utilizados pelo professor em sua turma.
QUESTÕES A SEREM LANÇADAS AO GRUPO
 Até que ponto os instrumentos de avaliação utilizado na sua prática permitem captar, com indicadores descritivos, os progressos realizados pelos alunos em relação a essa capacidade?
 Os instrumentos de avaliação utilizados na escola têm permitido que a avaliação seja diagnóstica e processual ou privilegia apenas a dimensão técnica (verificação e classificatória).
 Até que ponto os instrumentos de avaliação utilizado na escola permitem aos alunos visualizarem seus avanços no processo formativo?

15h30min às 15h50min
Leitura compartilhada das páginas 07 à 10
15h50min ás 16h35min
Apresentação de proposta de instrumento avaliativo em slides.
16 h35 às 17h
Avaliação do encontro
17h ás 18
Coquetel

Encaminhamento do estudo a distância:
 Síntese dos verbetes:
- Utilização de critérios observáveis nas propostas de avaliação.(pag.14)
- Avaliação das capacidades relacionadas à alfabetização.(pag.15 a 19)
- Estratégias de intervenção na aprendizagem dos alunos.( pag. 19)
- Estratégias para avaliação do trabalho realizado pela escola.( pag. 20 a 23)

 Leitura sobre AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA (pag. 29 a 50). Analisar as atividades propostas , aplicá-las com seus alunos e trazer a análise dos resultados obtidos em sua classe para ser discutido na próxima formação.

 Leitura do fascículo 3.

VI Encontro- Pró-Letramento - Morada Nova

AGENDA DO DIA
MANHÃ

08h00min - Leitura compartilhada “A terra onde não se morre nunca” Ítalo Calvino.
08h20min – Pensando juntos: socialização da atividade de leitura feita pelo professor realizada com os alunos.
Encaminhamento: A formadora deve solicitar que alguns professores socializem suas experiências durante a realização da atividade de leitura proposta na atividade à distância.

08h40min - Levantamento de conhecimentos sobre revisão de textos: o que revisar nas produções escritas dos alunos e como fazê-lo.
09h20min - Apresentação do programa de vídeo Revisar para aprender a escrever, parte I.
Importante!
10h10min – Intervalo
10h25min- Retomada da análise inicial do texto “Curupira”.
11hmin - Leitura e análise do texto do aluno Renan.
11h 30min- Leitura do texto “Uma estratégia para auxiliar a revisão de aspectos discursivos dos textos produzidos pelos alunos”.

TARDE
14h00min - Apresentação do programa de vídeo Revisar para aprender a escrever, parte II.
14h35min - Retomada da análise inicial do texto do aluno Renan.
15h10min - Leitura do texto “Festança na floresta”.
15h30min - Levantamento dos recursos lingüísticos utilizados no texto “Festança na floresta”.
16h10min - Apresentação e discussão do programa de vídeo Revendo textos bem escritos.
17h - Orientações para realização da atividade à distância:
- Leitura do texto” Revisão do texto ‘ A lenda dos diamantes’ –Relatório reflexivo”
- Planejamento de uma atividade de revisão, para ser desenvolvida com os alunos.
Leitura do fascículo 5 – O Lúdico na Sala de Aula: Projetos e Jogos

17h25 - Avaliação do encontro

Bibliografia:
WEISZ, Telma. Programa de formação de professores alfabetizadores. Módulo II unidade 7-8.
WEISZ, Telma. Uma estratégia para auxiliar a revisão de aspectos discursivos dos textos produzidos pelos alunos. In. Programa de formação de professores alfabetizadores. Módulo II unidade 7.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

V Encontro Pró-Letramento - Morada Nova Variação Linguistica - "O sabe tudo"














V Encontro - Pró-Letramento Morada Nova

V Encontro Pró-Letramento Pólo: Morada Nova
Data: 05.03.2010 e 09.03.2010
Local: Escola de Ensino Fundamental Dr. Paulo Umbelino

Temática: Modos de Falar Modos de Escrever
Leitura compartilhada: " Nós mudemos"

"NÓIS MUDEMO"

O ônibus da Transbrasiliana deslizava manso pela Belém-Brasília rumo a Porto Nacional. Era abril, mês das derradeiras chuvas. No céu, uma luazona enorme pra namorado nenhum botar defeito. Sob o luar generoso, o cerrado verdejante era um presépio, toda poesia e misticismo.
Mas minha alma estava profundamente amargurada. O encontro daquela tarde, a visão daquele jovem marcado pelo sofrimento, precocemente envelhecido, a crua recordação de um episódio que parecia tão banal... Tentei dormir. Inútil. Meus olhos percorriam a paisagem enluarada, mas ela nada mais era para mim que o pano de fundo de um drama estúpido e trágico.
As aulas tinham começado numa segunda-feira. Escola de periferia, classes heterogêneas, retardatários. Entre eles, uma criança crescida, quase um rapaz.
- Por que você faltou esses dias todos?
- É que nóis mudemo onti, fessora. Nóis veio da fazenda. Risadinhas da turma.
- Não se diz "nóis mudemo", menino! A gente deve dizer: nós mudamos, tá?
-Tá, fessora!
'No recreio, as chacotas dos colegas: Oi, nóis mudemo! Até amanhã, nóis mudemo! No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações.
- Pai, não vô mais pra escola!
- Oxente! Módi quê?
Ouvida a história, o pai coçou a cabeça e disse:
- Meu fio, num deixa a escola por uma bobagem dessa! Não liga pras gozações da mininada! Logo eles esquece.
Não esqueceram.
Na quarta-feira, dei pela falta do menino. Ele não apareceu no resto da semana, nem na segunda-feira seguinte. Aí me dei conta de que eu nem sabia o nome dele. Procurei no diário de classe e soube que se chamava Lúcio - Lúcio Rodrigues Barbosa. Achei o endereço. Longe, um dos últimos casebres do bairro. Fui lá, uma tarde. O rapazola tinha partido no dia anterior para a casa de um tio, no sul do Pará.

- É, professora, meu fio não aguentou as gozação da mininada. Eu tentei fazê ele continua, mas não teve jeito. Ele tava chatiado demais. Bosta de vida! Eu devia di té ficado na fazenda côa famia. Na cidade nóis não tem veis. Nóis fala tudo errado.
Inexperiente, confusa, sem saber o que dizer, engoli em seco e me despedi.
O episódio ocorrera há dezessete anos e tinha caído em total esquecimento, ao menos de minha parte.
Uma tarde, num povoado à beira da Belém-Brasília, eu ia pegar o ônibus, quando alguém me chamou. Olhei e vi, acenando para mim, um rapaz pobremente vestido, magro, com aparência doentia.
- O que é, moço?
- A senhora não se lembra de mim, fessora?
Olhei para ele, dei tratos à bola. Reconstituí num momento meus longos anos de sacerdócio, digo, de magistério. Tudo escuro.
- Não me lembro não, moço. Você me conhece? De onde? Foi meu aluno? Como se chama?
Para tantas perguntas, uma resposta lacônica:
- Eu sou "Nóis mudemo”, lembra?
Comecei a tremer.
- Sim, moço. Agora lembro, Como era mesmo seu nome?
- Lúcio - Lúcio Rodrigues Barbosa.
- O que aconteceu com você?
- O que aconteceu ? Ah! fessora! É mais fácil dizê o que não aconteceu . Comi o pão que o diabo amasso. E êta diabo bom de padaria! Fui garimpeiro, fui bóia fria, um "gato" me arrecadou e levou num caminhão pruma fazenda no meio da mata. Lá trabaiei como escravo, passei fome, fui baleado quando consegui fugi. Peguei tudo quanto é doença. Até na cadeia já fui para. Nóis ignorante às veis fais coisa sem querê fazé. A escola fais uma farta danada. Eu não devia de té saído daquele jeito, fessora, mas não aguentei as gozação da turma. Eu vi logo que nunca ia consegui fala direito. Ainda hoje não sei.
- Meu Deus!
Aquela revelação me virou pelo avesso. Foi demais para mim. Descontrolada comecei a soluçar convulsivamente. Como eu podia ter sido tão burra e má? E abracei o rapaz, o que restava do rapaz, que me olhava atarantado.
O ônibus buzinou com insistência.
- O rapaz afastou-me de si suavemente.

- Chora não, fessora! A senhora não tem curpa.
Como? Eu não tenho culpa? Deus do céu!
Entrei no ônibus apinhado. Cem olhos eram cem flechas vingadoras apontadas para mim. O ônibus partiu. Pensei na minha sala de aula. Eu era uma assassina a caminho da guilhotina.
Hoje tenho raiva da gramática. Eu mudo, tu mudas, ele muda, nós mudamos, mudamos, mudaamoos, mudaaamooos... Super usada, mal usada, abusada, ela é uma guilhotina dentro da escola. A gramática faz gato e sapato da língua materna - a língua que a criança aprendeu com seus pais e irmãos e colegas
- e se torna o terror dos alunos. Em vez de estimular e fazer crescer, comunicando, ela reprime e oprime, cobrando centenas de regrinhas estúpidas para aquela idade.
E os lúcios da vida, os milhares de lúcios da periferia e do interior, barrados nas salas de aula: "Não é assim que se diz, menino!" Como se o professor quisesse dizer: "Você está errado! Os seu s pais estão errados! Seus irmãos e amigos e vizinhos estão errados! A certa sou eu! Imite-me! Copie-me! Fale como eu ! Você não seja você! Renegue suas raízes! Diminua-se! Desfigure-se! Fique no seu lugar! Seja uma sombra!"
E siga desarmado para o matadouro

Fidêncio Bogo

III e IV Encontro Pró-Letramento Morada Nova

III e V Encontro Pró-Letramento
Pólo: Morada Nova
Data: 25 e 26.01.2010
Local: Escola de Ensino Fundamental Dr. Paulo Umbelino

Horário 1º dia: 13:30 – 17:30;

2º dia: 07:30 – 11:30 e 13:30 – 17:30 .

Temática: Alfabetização e letramento:questões sobre avaliação;
A organização do tempo pedagógico e o planejamento do ensino.

Deficiente

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

(Mário Quintana)